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No ritmo do Blue Note de Milão

Se você gosta de boa música, vai passar alguns dias em Milão e não renuncia a um show ao vivo quando viaja, a nossa dica é conferir a programação do Blue Note. A sucursal italiana do célebre clube de jazz americano é a única na Europa.

Fundado em Nova Iorque em 1981, o Blue Note é uma verdadeira referência como casa de espetáculos e pelo seu palco passaram alguns dos maiores nomes da música como Sarah Vaughan, Lionel Hampton, Dizzy Gillespie, Stanley Turrentine, Oscar Peterson, Ray Brown e Tito Puente. Sua fama se espalhou por todo o mundo e o fez expandir suas fronteiras. Hoje, além de Milão, o Blue Note está presente em outras seis cidades: Napa, Honolulu, Tóquio, Nagoia, Pequim e Rio de Janeiro. Além de jazz e blues, outros estilos musicais entram em cartaz em todos os seus endereços. E a rica música brasileira não poderia faltar!

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O Itália em Português conversou com Alessandro Cavalla, diretor geral do Blue Note Milão. Confira a entrevista.

Itália em Português – O Blue Note nasceu em 2003. Que fatores levaram à abertura nesta cidade do primeiro e atualmente o único Blue Note da Europa?

Alessandro Cavalla – Blue Note de Milão foi fundado a partir da vontade de um grupo de amigos e fãs de jazz, liderado pelo advogado Paolo Colucci, que – nos anos de seu estágio em Nova Iorque – cultivou e amadureceu o sonho de abrir um aqui, depois de frequentar assiduamente o histórico Blue Note, no Greenwich Village. O sonho se tornou finalmente realidade com o concerto de Chick Corea, no dia 19 de março de 2003; o primeiro de uma longa série.

Itália em Português – Quantas pessoas frequentam os shows a cada ano?

Alessandro Cavalla – Em média, mais de 60.000 espectadores pagantes.

Itália em Português – Qual é, hoje, o tipo de público no Blue Note de Milão? Ele mudou ou permaneceu o mesmo nesses 14 anos? E’ semelhante ao da casa americana?

Alessandro Cavalla – O público, composto por dezenas de milhares de pessoas, é bastante diversificado. A maior parte dele consiste em pessoas apaixonadas por música e, de um modo geral, pela experiência que uma noite no Blue Note pode oferecer: não só um simples concerto de ótima música ao vivo, mas uma atmosfera íntima e confortável, um contato próximo e emocionante com os músicos, uma boa refeição com um bom cálice de vinho. Exatamente por isso, trata-se um público adulto. A composição dos clientes não mudou muito ao longo do tempo, exceto sob um aspecto que é cada vez mais visível para nós: um aumento da presença de clientes internacionais, aproximando-se, nesse sentido, ao público do Blue Note de Nova Iorque e a outros grandes clubes de jazz ao redor do mundo.

Itália em Português – Quem é o responsável pela programação da casa? E como ela é organizada?

Alessandro Cavalla – O programa artístico é o coração do Blue Note de Milão e é realizado por uma equipe de pessoas, que inclui o nosso diretor artístico Nick The Nightfly e nossos parceiros em Nova Iorque. O calendário de shows – muito intenso, com mais de 300 espetáculos por ano – é formado com base na disponibilidade de agenda dos artistas em turnê, no grau de popularidade deles na Itália e a partir de considerações de natureza qualitativa e artística.

Itália em Português – A música brasileira também tem o seu espaço na programação (Ndr: Faz poucos dias, apresentou-se a cantora Maria Gadú). Fale-nos sobre alguns dos artistas brasileiros que passaram pela casa.

Alessandro Cavalla – O Brasil é um das mais ricas reservas musicais do mundo, e é natural, portanto, que a música e os artistas brasileiros encontrarem espaço na programação do Blue Note, que valoriza a contaminação contínua de gêneros e nacionalidades. No mês de maio, por exemplo, além da Paula Morelenbaum com Bossarenova Trio, tivemos a Rosalia De Souza (nascida no Rio, mas residente faz tempo na Itália) e o Trio Brasileiro com a clarinetista nova-iorquina Anat Cohen. A lista de artistas brasileiros que se apresentaram no Blue Note é muito longa; entre os mais recentes, podemos citar Bebel Gilberto, Tania Maria, Joyce Moreno, Ivan Lins, Nilson Matta, Chico Pinheiro, Banda Black Rio, Ed Motta, Hamilton de Holanda, Azymuth.

Itália em Português – Você têm ideia de quantos turistas brasileiros passam pelo Blue Note cada ano?

Alessandro Cavalla – Nós não temos um número preciso, mas certamente está aumentando o número de clientes internacionais, incluindo os brasileiros.

Itália em Português – Qual foi o show de maior sucesso de um artista brasileiro?

Alessandro Cavalla – Entre todos, talvez o show de maior sucesso tenha sido o de Milton Nascimento.

Itália em Português – A casa permanece fechada de junho a agosto. Tem sido assim desde o início? É uma decisão ditada pelo pouco interesse do público em espaços fechados durante o verão ou há algum outro motivo?

Alessandro Cavalla – Infelizmente, a temporada das casas de espetáculo, em Milão, vai de setembro a maio, e essa tendência tem persistido no tempo. O Blue Note tentou propor uma programação nos meses de junho, julho e agosto, seja nos primeiros anos de abertura que mais recentemente, durante a Exposição Universal em 2015, porém não tivemos uma resposta satisfatória do público.

Itália em Português – É possível antecipar alguma novidade da programação de 2018?

Alessandro Cavalla – Infelizmente, não podemos antecipar nada, mas podemos garantir que esta é uma temporada cheia de grandes nomes do jazz e não só. Como sempre, continuaremos a oferecer música ao vivo, cozinha italiana e internacional e American bar todas as noites, de terça a domingo.

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Portanto, antes de viajar ou durante a sua viagem, não deixe de dar olhada no site www.bluenotemilano.com para se informar sobre as atrações em cartaz.

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